Sobre a Risperidona

Sobre a Risperidona

O medicamento Risperidona será incorporado ao SUS

O Ministério da Saúde vai disponibilizar, a partir de 2015, medicamento para tratar sintomas de autismo. A proposta é de que o remédio, chamado de Risperidona, que será fornecido pelo Sistema Único de Saúde, beneficie cerca de 19 mil pacientes por ano.

O medicamento ajuda na diminuição das crises de irritação, agressividade e agitação, sintomas frequentes em pessoas autistas. Segundo a coordenadora-geral de Saúde da Pessoa com Deficiência do Ministério da Saúde, Vera Mendes, a medicação associada ao conjunto de terapêuticas ofertado pelo SUS é fundamental para o desempenho da criança. “O remédio vai ajudar a regular os sintomas comportamentais deixando o paciente mais apto e equilibrado na prática de suas atividades, além de melhorar seu convívio na vida social e familiar”, destaca.

Segundo a estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), 70 milhões de pessoas no mundo sofrem da doença. No Brasil, a expectativa é de este número alcance dois milhões de pessoas. A previsão é que o Ministério da Saúde invista R$ 669 mil para a compra da Risperidona.

O autismo não tem cura, mas seus sintomas podem ser amenizados com tratamentos terapêuticos e técnicas alternativas. A doença costuma ser diagnosticada nos primeiros anos de vida. As pessoas autistas têm grandes dificuldades para interagir com os outros e podem ter problemas para manter contato visual com pessoas desconhecidas. (Fonte: o Tempo Online)

Considerações:

Milhares de crianças e adolescentes precisam utilizar medicamentos para melhorar a qualidade de vida, e dentre os medicamentos a Risperidona é a droga mais utilizada. Entretanto não podemos esquecer que este medicamento é de uso controlado pela Portaria 344/98, ou seja, para sua aquisição na rede pública ou privada é necessário receita médica, além de que seu uso prolongado pode trazer efeitos colaterais graves assim como causar dependência ou síndrome de abstinência.

Sendo assim, não basta o Ministério da Saúde disponibilizar o medicamento, será necessário ampliar e estender o atendimento médico especializado, neurologistas e psiquiatras, para que estes profissionais prescrevam de forma segura a Risperidona, bem como ajustem as doses sempre que necessário, ou possa suspender o medicamento de forma segura caso detecte a presença de algum efeito colateral grave que não justifique seu uso.

Lembramos também que além do uso de medicamentos, o tratamento terapêutico com profissionais multidisciplinares e uma escola inclusiva são essenciais para o desenvolvimento de nossos autistas.

Assistam a entrevista que as mamães Keli e Carmen, da Diretoria da AMA Blumenau participaram sobre o assunto na FURB TV.

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